Goiânia e região · Antes de gastar com o reparo
Trinca, infiltração, mofo e revestimento soltando são sintomas. Reparo feito sem descobrir a origem volta — geralmente pior, sempre mais caro. O diagnóstico é o que faz o dinheiro da obra ser gasto uma vez só.
Falar com o engenheiro no WhatsApp Eng. Giovany da Luz · Engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho · CREA-GO 5.838/D · perito judicial há 15 anos
A reação natural é chamar quem executa. Pintar por cima da mancha, rejuntar a fissura, assentar de novo a cerâmica que soltou. O problema some por alguns meses e volta no mesmo lugar, porque o que foi tratado era o sintoma e a causa continuou trabalhando atrás da parede.
Em medicina, ninguém trata sem diagnóstico. Em edificação, quase sempre se trata — e depois se paga a obra duas vezes.
O custo do diagnóstico é uma fração do custo do reparo. E é ele que define se o caso pede impermeabilização, tratamento de fissura, reforço estrutural, correção de instalação hidráulica ou apenas ventilação — soluções com preços que diferem em uma ordem de grandeza.
Diagnóstico não é opinião experiente — é medição. O que separa um laudo de patologia de um palpite é o que segue:
Fissura ativa e fissura estabilizada pedem soluções opostas, e distingui-las exige medir duas vezes, com intervalo entre as medições. Quem entrega o diagnóstico definitivo numa única visita está adivinhando — e o custo do palpite aparece na obra.

Placa cerâmica descolada não avisa antes de cair. Ela continua no lugar, alinhada com as vizinhas, mas já perdeu a aderência ao substrato — e o que existe embaixo dela é um vazio.
Verifico isso por dois caminhos que se confirmam. O primeiro é a percussão: percorro a superfície com martelo de pena e macete de nylon e escuto a mudança de som — a área aderida responde maciça, a descolada responde oca. O segundo é a termografia: o vazio embaixo da placa muda o modo como o calor atravessa o revestimento, e a câmera térmica mostra esse contraste sem encostar na parede.
Quando os dois apontam a mesma região, o diagnóstico deixa de ser opinião. E o laudo passa a delimitar em metro quadrado o que precisa ser removido, em vez de recomendar a troca do pano inteiro.
Caso típico: infiltração em área molhada. O rejunte que não foi recomposto deixa a água do banho percolar para o substrato do revestimento; a umidade descola a placa. A imagem térmica mostra a mancha, a percussão delimita a extensão, e a recomendação vira um serviço orçável — não um susto.
Massa corrida passada por cima de uma trinca volta a rachar no mesmo lugar, quase sempre na primeira estação seca depois do reparo. Não é má qualidade do material. É que o produto ficou apoiado na superfície, com espessura de décimo de milímetro no fundo da fenda, sem nada em que se agarrar.
O reparo que dura começa por abrir. A fenda é escariada com abre-trinca — raspador de lâmina triangular — até ficar com seção em V, mais larga na boca do que no fundo. Assim o selante penetra, ganha espessura e trava nas duas faces. Depois se remove o pó, e só então se preenche.
Levo o abre-trinca na vistoria de propósito: mostro ao cliente a ferramenta que o pedreiro dele vai precisar usar. Laudo que só aponta onde está a trinca resolve metade do problema. O que interessa é o cliente sair sabendo como ela será fechada — e conseguir reconhecer, na hora de conferir o serviço, se foi fechada do jeito certo.
Quem pagou por uma reforma de correção fica na pior posição possível: gastou, a mancha sumiu da vista, e não tem como saber se o problema acabou ou se apenas foi coberto. Meses depois, quando reaparece, a garantia já venceu e a discussão recomeça do zero.
A aferição de eficácia de reparo responde a essa pergunta. Volto ao ponto corrigido com câmera termográfica e medidor de umidade e comparo o comportamento da superfície com o das áreas vizinhas: umidade residual no substrato aparece na imagem térmica mesmo quando o acabamento já foi refeito e está seco ao toque.
O resultado é um documento curto e datado, que serve tanto para dar o assunto por encerrado quanto para acionar quem executou o reparo enquanto a responsabilidade ainda é dele.
Sou perito judicial há quinze anos, nomeado nas Justiças Estadual, Federal e do Trabalho. Escrevo cada laudo sabendo como ele será lido se a questão virar processo — porque é esse o documento que eu leio, do outro lado, quando sou nomeado.
Fissurômetro, trena a laser, nível, detector de umidade, drone com câmera 4K e câmera termográfica FLIR. Anomalia medida se sustenta; anomalia descrita como “pequena trinca” não.
GLUZ ENGENHARIA LTDA com registro no CREA-GO e no CREA-DF, o que permite atuar legalmente em Goiás e no Distrito Federal.
Antes das perícias, gerência de obras em incorporadoras nacionais. Conheço a obra pelo lado de quem executa — e é por isso que o laudo aponta o que importa, sem inventar risco onde não há.
Se voltou, o reparo tratou o sintoma. Vale investigar a causa antes da terceira obra no mesmo lugar.
Chamar no WhatsApp · (62) 99838-2568 Ou por e-mail: giovany@gluzengenharia.com.br