G.Luz Engenharia CREA-GO 19092/RF · CREA-DF 10693/RF

Goiânia, Goiás e Distrito Federal · Segurança do trabalho

Laudo de insalubridade
e periculosidade

Perícia técnica em ambiente de trabalho, com medição instrumental e enquadramento normativo, para ações trabalhistas e para empresas que precisam decidir com base em prova — e não em presunção.

Falar com o engenheiro no WhatsApp Eng. Giovany da Luz · CREA-GO 5.838/D · perito judicial há 15 anos
Içamento de peça de concreto com caminhão munck. Trabalho em altura, carga suspensa e área de risco no mesmo quadro — três enquadramentos normativos distintos.
Içamento de peça de concreto com caminhão munck. Trabalho em altura, carga suspensa e área de risco no mesmo quadro — três enquadramentos normativos distintos.

Quando o laudo é necessário

Arguida a insalubridade ou a periculosidade, a perícia por engenheiro ou médico do trabalho é praticamente obrigatória — é o que determina o art. 195, §2º, da CLT. Na prática, o laudo aparece em quatro situações:

Adicional pago sem base técnica é custo permanente. Adicional negado sem base técnica é passivo acumulando por até cinco anos, multiplicado pelo número de empregados na mesma função.

As duas situações têm a mesma origem: decisão tomada sem laudo.

Dosímetro fixado na zona auditiva do trabalhador durante a jornada real. Medição feita fora dessa posição é atacável por método, mesmo que o número esteja certo.
Dosímetro fixado na zona auditiva do trabalhador durante a jornada real. Medição feita fora dessa posição é atacável por método, mesmo que o número esteja certo.

Insalubridade — NR-15

Insalubre é a atividade que expõe o trabalhador a agente nocivo acima do limite de tolerância, ou que se enquadra em anexo de avaliação qualitativa. O adicional corresponde a 10%, 20% ou 40%, conforme o grau mínimo, médio ou máximo.

A distinção entre avaliação quantitativa e qualitativa é o ponto que mais decide essas ações. Onde a norma fixa limite de tolerância, o resultado depende de medição com instrumento calibrado e metodologia correta — e medição feita fora do método é atacável. Onde o anexo é qualitativo, a discussão migra para a caracterização da atividade e a habitualidade da exposição.

O fornecimento de EPI só afasta o adicional quando o equipamento é adequado ao risco, aprovado, efetivamente utilizado e fiscalizado, com registro documental — e quando neutraliza a exposição, não apenas a reduz. É onde a maior parte das defesas falha por ausência de prova.

Sinalização obrigatória de benzeno em bomba de combustível. O Anexo 13-A da NR-15 é qualitativo: a discussão migra da medição para a caracterização da atividade e a habitualidade da exposição.
Sinalização obrigatória de benzeno em bomba de combustível. O Anexo 13-A da NR-15 é qualitativo: a discussão migra da medição para a caracterização da atividade e a habitualidade da exposição.

Periculosidade — NR-16

Periculosa é a atividade que implica risco acentuado por exposição permanente. Não há gradação: o adicional é de 30% sobre o salário base.

A discussão técnica se concentra em três pontos: a delimitação da área de risco, a permanência ou intermitência da exposição e o tempo de contato. Exposição eventual e por tempo extremamente reduzido não gera direito ao adicional; contato intermitente, sim. A fronteira entre um e outro se resolve com levantamento de campo, não com presunção.

Abastecimento com caminhão-tanque em operação. A delimitação da área de risco e o tempo de permanência nela são o que separa o adicional devido do indevido.
Abastecimento com caminhão-tanque em operação. A delimitação da área de risco e o tempo de permanência nela são o que separa o adicional devido do indevido.

Como a perícia é conduzida

  1. Análise dos autos e da documentaçãoQuesitos, contrato de trabalho, registros de função, fichas de EPI, PGR, PCMSO, LTCAT e ordens de serviço.
  2. Vistoria no local de trabalhoInspeção do ambiente real, com registro fotográfico e identificação das fontes de exposição.
  3. Entrevista com paradigmaQuando o reclamante não está mais na empresa, a avaliação é feita com trabalhador na mesma função e condições.
  4. Medições instrumentaisDosimetria de ruído, avaliação de calor, agentes químicos e demais parâmetros do anexo aplicável, com equipamento calibrado.
  5. Enquadramento normativoConfronto dos resultados com os limites de tolerância e os anexos da NR-15 e da NR-16.
  6. Laudo fundamentadoResposta objetiva a cada quesito, memória de cálculo, registro fotográfico e conclusão em linguagem acessível ao juízo e às partes.
Medidor de stress térmico montado no posto de trabalho real, e não em ambiente de referência. IBUTG medido em outro lugar mede outra coisa.
Medidor de stress térmico montado no posto de trabalho real, e não em ambiente de referência. IBUTG medido em outro lugar mede outra coisa.

A habilitação que a CLT exige

O art. 195 da CLT restringe a perícia de insalubridade e periculosidade a médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho registrado no Ministério do Trabalho. Não é formalidade: laudo assinado por profissional sem essa habilitação é atacável por nulidade, independentemente da qualidade técnica do trabalho.

Sou registrado no CREA com duplo título — Engenheiro Civil (Resolução 218/1973, art. 7º) e Engenheiro de Segurança do Trabalho (Resolução 359/1991, art. 4º) —, com pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho concluída em 2017 e instrumentação própria para as medições.

Leitura do dosímetro ao fim da jornada, com os critérios NHO-01 e NR-15 lado a lado. Os dois parâmetros divergem — e saber qual se aplica ao caso é parte do laudo.
Leitura do dosímetro ao fim da jornada, com os critérios NHO-01 e NR-15 lado a lado. Os dois parâmetros divergem — e saber qual se aplica ao caso é parte do laudo.

Perguntas frequentes

O fornecimento de EPI elimina o adicional?

Não automaticamente. O equipamento precisa ser adequado ao agente, ter certificado de aprovação, ser entregue, utilizado e fiscalizado com registro — e neutralizar a exposição. Redução abaixo do limite de tolerância pode afastar o adicional; redução parcial, não.

É possível acumular insalubridade e periculosidade?

A CLT prevê a opção pelo adicional mais favorável, e essa continua sendo a orientação predominante. A perícia deve caracterizar tecnicamente ambas as situações quando presentes, deixando a opção à parte e a definição jurídica ao juízo.

E se o trabalhador não está mais na empresa?

A perícia é feita por similaridade, com trabalhador paradigma na mesma função, ou por reconstituição das condições da época a partir de documentação, laudos anteriores e registros do ambiente.

Quanto tempo leva?

Perícia com vistoria única e medições diretas costuma ser concluída em duas a quatro semanas. Casos com múltiplas funções, várias unidades ou medições prolongadas exigem prazo maior, definido na proposta.

Avalie o ambiente antes que ele vire processo.

Apresente a função, o setor ou o processo em curso. Retorno em até 1 dia útil, por vídeo ou WhatsApp.

Chamar no WhatsApp · (62) 99838-2568 Ou por e-mail: giovany@gluzengenharia.com.br
Atendimento em Goiânia, região metropolitana, interior de Goiás e Distrito Federal.

Por que comigo

Quem escreve pensando em quem vai ler depois

Sou perito judicial há quinze anos, nomeado nas Justiças Estadual, Federal e do Trabalho. Escrevo cada laudo sabendo como ele será lido se a questão virar processo — porque é esse o documento que eu leio, do outro lado, quando sou nomeado.

Instrumento, não impressão

Fissurômetro, trena a laser, nível, detector de umidade, drone com câmera 4K e câmera termográfica FLIR. Anomalia medida se sustenta; anomalia descrita como “pequena trinca” não.

Habilitado nos dois estados

GLUZ ENGENHARIA LTDA com registro no CREA-GO e no CREA-DF, o que permite atuar legalmente em Goiás e no Distrito Federal.

Engenharia civil desde 1988

Antes das perícias, gerência de obras em incorporadoras nacionais. Conheço a obra pelo lado de quem executa — e é por isso que o laudo aponta o que importa, sem inventar risco onde não há.